Executivo procura aprender sobre empregabilidade

A Nova Empregabilidade: Disposição em Aprender

Empregabilidade é a qualidade de quem está apto a ser contratado.

E você, se considera empregável? Você atende às novas expectativas do mercado de trabalho?

Diante de um cenário econômico tão adverso à prosperidade quando olhamos para a quantidade de desempregados – leia meu artigo anterior – parece que a oferta de vagas de emprego está quase escassa.

Contudo, não é bem assim! Há muitas ofertas de emprego, porém, pouca qualificação para preencher tais vagas. Vamos entender isso melhor!

A transformação da empregabilidade

Existe uma transformação ocorrendo no modo de vida das pessoas. Os avanços tecnológicos tem dado uma cara nova a muitas coisas, provocando significativas mudanças no comportamento das pessoas.

Mas, as empresas também passam pelas mesmas dificuldades.

Pesquisa realizada pela FGV/EAESP e a PWC-Brasil demonstram que o perfil do trabalhador está mudando e com isso as empresas precisam se adaptar a nova realidade.

Entre as principais dificuldades das empresas com relação à empregabilidade no Brasil, destaca-se:

  • Dificuldades
    em manter trabalhadores qualificados;
  • Necessidade
    de se adequar as novas tecnologias de comunicação;
  • Necessidade
    de estabelecer mecanismos para enfrentar mudanças demográficas.

Diante de toda essa transformação, muitas profissões serão extintas e várias outras surgirão. Especialistas dizem que mais de 60% das profissões que estarão em alta em 2030 ainda nem foram descobertas.

Mas, o que está acontecendo com as atividades que até ontem eram executadas por trabalhadores?

A maior parte das atividades realizadas hoje pela atual mão-de-obra existente será realizada pelos novos robôs, os Aplicativos Eletrônicos e a Inteligência Artificial.

E não estou me referindo somente às atividades de baixa qualificação. Mas, várias atividades exercidas por profissionais de áreas como a daAdministração, Direito, Engenharia, Educação e até mesmo da Medicina são alvos da transformação digital.

Atividades que até então estavam em alta, como: operadores de telemarketing, motoristas e até mesmo Professor do Ensino Fundamental podem desaparecer nós próximos anos.

A extinção

Veja o quadro abaixo com dados publicados na Revista Exame em 2016 e a probabilidade, até então, de algumas atividades serem extintas.

Atividade
Profissional
Probabilidade Atividade Profissional Probabilidade
Operador
de telemarketing
99% Cozinheiro de lanchonete 82,7%
Contador
na área
de impostos
98,7% Desenhista
de eletroeletrônicos
80,8%
Assistente
de empréstimos
98,4% Barman 76,8%
Analista
de crédito
97,9% Arquivista 75,9%
Motorista
de caminhão
97,8% Bibliotecário 64,9%
Caixa 97,1% Assistente de professor 55,7%
Cozinheiro
de restaurante
96,3% Desenhista de arquitetura 52,3%
Assistente
paralegal
94,5% Escrivão 50,2%
Analista
de orçamento
93,8% Programador de computadores 48,1%
Garçom 93,7% Auxiliar jurídico 40,9%
Vendedor
de varejo
92,3% Juiz 40,1%
Vendedor
de seguros
91,9% Engenheiro de hardware 22,5%
Taxista 89,4% Estatístico 21,8%
Motorista
de ônibus
88,8% Atuário 20,6%
Cartógrafo 87,9% Analista segurança da informação 20,6%
Auxiliar de
estacionamento
87,4% Professor do ensino fundamental 17,4%

Segundo o Caged – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, só em 2017 foram fechados mais de 21 mil postos de trabalho, ou seja, vagas que foram extintas e não mais serão ocupadas por trabalhadores. A tendência é que esse número cresça ainda mais nos próximos anos.

O novo cenário

Frente a estes dados, a empregabilidade passa por muitas transformações. Agora, o alvo principal das novas atividades está, principalmente, relacionado às áreas tecnológicas.

Agora falamos sobre as profissões do futuro, como: Big Data, Engenharia de Dados, Marketing Digital, Designer de Inovação, Engenharia de Agronegócio, Gestor de Resíduos, Biotecnologia, Telemedicina, Nanotecnologia.

Agora podemos entender um pouco melhor sobre o motivo de existirem ofertas de vagas de trabalho com poucos candidatos qualificados para elas.

Muitas destas profissões são muito recentes e ainda não há profissionais qualificados em número suficiente.

Esse cenário vai se repetir ainda por vários anos até que as novas gerações e profissionais qualificados em outras áreas possam se atualizar e iniciar uma transição de carreira para se tornarem aptos a elas.

A empregabilidade no Brasil e no mundo está em transição e precisamos nos atualizar. É certo que toda essa transformação não irá ocorrer da noite para o dia, mas, já está acontecendo, já é realidade.

Portanto, precisamos olhar com carinho para os avanços tecnológicos. As empresas precisam se atualizar e os trabalhadores precisam acompanhar todas estas mudanças.

Mais do que nunca, a disposição em aprender é a palavra-chave para o Século XXI. Por fim, sigo unindo conhecimento e simplicidade.

André Curcioli

Owner na Curcioli, Gestão de Pessoas, Carreiras e Negócios. Especialista em Desenvolvimento de Capital Humano, Aconselhamento de Carreiras e Outplacement.

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